Oi galera, minha primeira resenha vai ser de um livro que por muito tempo ocupou o topo da lista dos meus livros favoritos.
Quando decidi comprar As Vantagens de ser Invisível, de Stephen Chbosky, eu estava apenas seguindo os interesses dos meus amigos, que na época várias pessoas estavam lendo. Não fazia nenhuma ideia do que ele se tratava, achava até que ia ser algo mais auto-ajuda, e estava meio desanimado para começar.
Antes de começar a falar da história em si, gostaria de dizer que um dos fatos que mais me fez gostar do livro foi a linguagem utilizada por Stephen pra abordar a história que, apesar de ter sido escrito em 1999, se não me engano, foi escrito de uma forma super "atual".
Charlie, o personagem principal do livro, aborda através de cartas anônimas (que da a entender que ele está falando diretamente com você) sobre vários temas diferentes.
No começo da história, seu melhor amigo acabou de se suicidar, o que fez com que Charlie se sinta sem nenhum amigo na escola. Depois de um certo tempo, ele conhece em uma partida de futebol americano escolar duas pessoas, Sam e Patrick. Depois de conhecer esses dois novos amigos, que são alguns anos mais velhos, Charlie é introduzido de cabeça no mundo adolescente. Drogas, sexo, álcool, festas e até uma paixão platônica por sua nova melhor amiga, Sam.
Charlie está o tempo todo falando sobre sua convivência com a família, tanto em casa com seus pais e dois irmãos quanto nas datas comemorativas, com seus avós, tios e primos. E nesse contexto que entra um personagem muito importante no desenrolar final da história, tia Elen. No mundo todo, Elen é a pessoa que Charlie acredita que tenha sido a que mais o amou na vida toda. Amou, pois ela morreu faz anos, atropelada por um caminhão enquanto ia buscar o presente de aniversário do sobrinho, o que faz Charlie se sentir muito culpado pela morte de alguém que ele goste tanto.
Fim de semestre chegando e, por serem mais velhos, é hora de seus novos amigos irem para faculdade. Ele se sente desolado, como se estivessem tirado uma parte dele fora.
E é quando Charlie surta.
Spoilers:
Depois de todos esses acontecimentos, Charlie se lembra de algo muito importante: quando tinha 7 anos, sua tia o abusava sexualmente. Ele surtou e foi internado, que lhe resultou em 2 meses de clínica. Tudo termina bem, ao lado de seus amigos, sentindo a melhor sensação que já sentiu em sua vida, a de "ser infinito".
Muito obrigado por terem lido a resenha até o final. Deixei bem explícito ali os spoilers porque odeio quando fazem isso comigo hahaha. Desculpa por não ter conseguido detalhar alguns aspectos, já que faz muito tempo que eu li esse livro.
Próxima resenha: Cidades de Papel - John Green
Abraços, Gustavo.
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